Blog pessoal de Ana Paula Motta

Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

 

 


Olhava encantado a languidez natural com que ela acordava. O nariz vermelho e um pouco inchado davam um ar de adolescente.

 

Ela espreguiçava-se, dizia "Bom dia!" e sempre ouvia de volta um bem humorado: "Preguiçosa!".

As segundas-feiras ganhavam sempre um ar feliz. 

publicado por Ana Paula Motta às 13:11
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Quarta-feira, 27 de Abril de 2011

 

 

 

A felicidade surge de repente com o vento sul.

Desarruma os cabelos, aquieta o coração.

Abro os braços e deixo-me levar.

 

 

sinto-me:
música: Sobre o tempo
publicado por Ana Paula Motta às 20:14
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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011



Feliz

descasca batatas

tece sonhos

ouve "amo-te"

numa quinta pela manhã.

sinto-me:
publicado por Ana Paula Motta às 15:09
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Domingo, 9 de Maio de 2010

Lembro bem quando ele chegou numa manhã fria de maio.

Muito branquinho e tremendo de frio,com mãos enormes.

Ainda no centro cirúrgico eu falei para o pedriatra:"Ele é azul!" Como todos os bebês que nascem  de cesariana ele nasceu azulado.

Lembro do choro forte,da recusa de mamar no peito,  de como era bom tê-lo deitado ao meu lado.

Naquele ano as manhãs de maio foram muito frias e cinzentas e passávamos boa parte do tempo juntinhos na cama.

Seis dias depois do nascimento dele, foi o meu primeiro Dia das Mães.

Lembro de como me sentia plena,tinha uma segurança e um sentimento indescritível.

Hoje tenho em casa um rapaz, mais alto que eu, com mãos muito grandes e uma alma nobre.

Já não me faz companhia como antes, os filhos crescem e ganham asas.

Não imagino minha vida sem ser mãe.


 

sinto-me:
publicado por Ana Paula Motta às 03:32
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Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

Acordou

Abriu a janela

E saltou

Para o azul do dia

publicado por Ana Paula Motta às 15:05
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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

 

 

Há manhãs assim

Celestiais

Cobertas de azul

 

Cheirando a maio

Como alma em flor

 

Tem brisa abrindo janelas

Menina regando sonhos

Sorriso de borboleta

 

Canto de passarinho

Poema sem pé nem rima

 
 

 

 

 

sinto-me:
publicado por Ana Paula Motta às 02:06
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Domingo, 27 de Dezembro de 2009

Teve um ano difícil. A decisão de deixar para trás a casa confortável, os amigos, os parentes e até mesmo os meninos adolescentes não tinha sido fácil.
Sua mãe tinha sido uma santa quando trouxe pra ela a responsabilidade por seus rapazes. O marido mais uma vez demostrou um carinho maior que qualquer outra pessoa, decidiu trabalhar menos e comprou aquele chalé no meio do nada.
A filhota, sua bonequinha, sua única companhia de segunda a quinta.
Os meses no campo tinham feito bem,estava mais gorda,é verdade, mas tinha a pele mais brilhante e os cabelos estavam compridos e sedosos. Voltou a gargalhar como antes.
Resolveu transformar a casinha num lugar mágico. O primeiro Natal longe do "mundo", cercada de neve, de vento, de casinhas simples. Uma aldeia, onde todos se conhecem e se cumprimentam com um bom dia.
Tricotou suas primeiras peças, uma meia para esperar o bom velhinho e um cachecol vermelho para sua pequena.
Forno quente, comida farta,presentes na árvore e um presépio singelo. Tinha tantos afazeres que nem viu a hora passar.
Anoiteceu cedo e nem sombra dos meninos e Ele. Um aperto no estômago trouxe de volta emoções que preferia esquecer.
Medo.

Penteou o cabelo da pequenina, pôs o vestido novo. Mesa arrumada, luzes piscando.Lá fora, só o vento.
Resolveu contar uma história, A Pequena Vendedora de Fósforos. Ficaram as duas ali absortas na tristeza da protagonista. Adormeceram abraçadinhas sob a manta xadrez.
Acordaram assustadas com uma lufada de vento gelado. Os homens da casa. Dez e meia da noite. Pai ao piano, risadas alegres. Os meninos encantados com o velho trenzinho deslizando nos trilhos embaixo da árvore. As antigas bonecas de porcelana traziam um brilho especial aos olhos da filha.
Correu para a cozinha, por pouco o rei da ceia não vira carvão. Respirou aliviada. Estava a salvo.
Sentou-se à mesa e sorriu, aos poucos tinha sua vida de volta.


publicado por Ana Paula Motta às 23:51
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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009


100 mil acessos: Esse número merece uma comemoração!!!Quando criei o blog Todos os Sonhos de Abril, com especial carinho nas férias de 2008, fiquei feliz quando descobri que tinha mais de 100 visitas. Pulei de alegria com as mil e mais ainda com as 10 mil.

Confesso que nunca nem sonhei que um dia chegaria ao número 100 mil. Estou feliz e ao mesmo tempo triste porque por falta de tempo esse meu cantinho querido tem ficado meio abandonado.

Como recordar é viver, resolvi postar o meu primeiro texto. Agradecendo em especial aos primeiros comentariastas do blog e aos que são fiéis visitantes do Todos os Sonhos de Abril,desde 31 de julho de 2008.

Obrigada.

Noites de insônia são boas para...

UrsinhoHouve um tempo em que a insônia me desesperava. Hoje cheguei a conclusão de que noites não tão bem dormidas podem ser aproveitadas de muitas formas. Uma muito últil (pelo menos para mim) é sonhar acordada, coisa que tão pouco nos permitimos nessa vida tão agitada que a maioria de nós leva. Sonhar acordada ao contrário do que pensam os pessistas, os "sérios" e os chatos em geral, é uma maneira mais colorida de fazer planos. E para quem gosta de viver fazer planos é como um sopro de oxigênio. Pois é no primeiro momento da minha, digamos "insônia produtiva", os sonhos de olhos abertos me tomam de assalto, assim naturalmente. Desse mundo onírico muita coisa boa acaba saindo, até ver as coisas as de uma maneira mais saudável, os caminhos parecem mais abertos.

Outra forma muito interessante de aproveitar a falta de sono é pensar textos. Isso mesmo pensar em meus texto, que muitas vezes não são escritos por falta de tempo para simplesmente "parar" no meio do dia. À noite eles se impõem, meio que me dizendo "Você não nos dá atenção e agora vai ter que nos ouvir". As idéias vão se encadeando de uma maneira meio mágica, alguns diriam que é inspiração, eu acho que é simplesmente voltar a exercitar uma capacidade que sempre foi cotidiana e que com o tempo e a mudança de hábitos deixou de ser. Escrever é exercício. Quando a idéia é muito boa, e olha que para ser considerada assim ela tem que se esforçar e me provar, acabo saindo da cama e escrevendo do velho modo: caneta e papel. Muitos rabiscos depois volto para a cama e volto a dormir, quase sempre. é como se o cérebro estivesse numa fase de tanta atividade que acabasse por me impor os textos. Não posso reclamar.

Alguém deve se perguntar: "Como ela sobrevive sem dormir" . Vale esclarecer que sempre me deitei tarde e agora de uns meses até hoje venho deitando muiiiito cedo, por volta de 10, 10 e meia da noite e isso me faz acordar lá pelas 2 ou 3 h. Ou seja quando o sono é interrompido já dormi 4 ou 5 horas de sono. Lá pelas 6h me levanto arrumo o café da manhã e o lanche do meu filho e o mando para a escola. Aí, volto para cama e, não raro, volto a dormir até 8 ou 8 e meia. No fim das contas quase sempre durmo mais de 6 horas, o que para mim tem sido mais que suficiente. Afinal quando passamos dos 40 anos, dizem, nosso corpo precisa de menos horas de sono para se reestabelecer.

Acho que até lidar bem com a falta de sono tem sido uma maneira mais madura de ver a vida. Por hoje, é só...



escrito por João Ana Paula Motta 31-07-2008 16:49
3 comentários

publicado por Ana Paula Motta às 13:07
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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Amanheceu com fragmentos de poemas da Elisa Lucinda pipocando dentro do peito.
Ou seriam canções meio Rita Lee?
Que diz que toda mulher é meio Leila Diniz.
Assim meio arrebatada como um poema de Florbela,
ou um que de um romance de Jane Austin meio sem jeito
Sei lá, raiou um sol de segunda-feira.
Foi cantar flores no calor do dia...
Intensa como uma primavera tropical.
publicado por Ana Paula Motta às 19:53
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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
alegria

"Muitas vezes me acontece de brincar o jogo do contente sem pensar, a gente fica tão acostumada que brinca sem saber. Em tudo há sempre alguma coisa capaz de deixar a gente alegre; a questão é descobri-la." Trecho do livro Pollyana de Eleanor H. Porter

Muitas vezes acreditei em tal história, mas morria de vergonha de admitir. Era ser piegas. Não combinava com uma moça tão politizada, que gosta de “boas leituras”, “boa música”. Era mais aceitável um belo poema de dor, um texto mais denso, mais tenso.

Acontece que como diz o ditado: A pessoa é pro que nasce. Tem algo na natureza de cada um que acaba dando um rumo (ou,não) na maneira de ver as coisas. Pode parecer que se trata de camuflar as dores, os tons cinzas que a vida traz de quando em quando. Quem me conhece sabe que não sou assim.

Dificilmente sou capaz de dissimular minhas dores, nem minhas alegrias. Tem quem diga que sou a criatura mais transparente do mundo (será defeito?) e assim vou me espalhando por aí. Agora não me importo de ser chamada de “piegas”, “cafona”, “conformada”. Quero é ser feliz.

Não nasci para arrastar correntes. Quando não me é possível sair do afogamento sozinha peço bóia, os amigos sabem disso. Sem medo de me repetir usei uma frase da Martha Medeiros num outro post “Depois dos 35 ( ... )estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.”


Claro que sair de crises de tristeza e de depressão não é “bolinho”, nada é simples assim. Mas cada passinho ajuda a beça. Tem dias que até respirar dói,mas... Adelante!!!


publicado por Ana Paula Motta às 14:00
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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Hoje essa sou eu assim inteira.
Sem medos, disposta a pular sem redes.
Com uma sede de vida que ninguém ousa me roubar.

Hoje essa sou eu.

Sem medo ser feliz..
Essa...sou EU
saltando rumo ao céu,

com a primavera a esperar no horizonte...

publicado por Ana Paula Motta às 14:42
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Segunda-feira, 20 de Julho de 2009


Fragmentos de felicidade

Ou ensaio sobre alegria...



publicado por Ana Paula Motta às 15:01
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Domingo, 12 de Abril de 2009


alegria

"Muitas vezes me acontece de brincar o jogo do contente sem pensar, a gente fica tão acostumada que brinca sem saber. Em tudo há sempre alguma coisa capaz de deixar a gente alegre; a questão é descobri-la." Trecho do livro Pollyana de Eleanor H. Porter

Muitas vezes acreditei em tal história, mas morria de vergonha de admitir. Era ser piegas. Não combinava com uma moça tão politizada, que gosta de “boas leituras”, “boa música”. Era mais aceitável um belo poema de dor, um texto mais denso, mais tenso.

Acontece que como diz o ditado: A pessoa é pro que nasce. Tem algo na natureza de cada um que acaba dando um rumo (ou,não) na maneira de ver as coisas. Pode parecer que se trata de camuflar as dores, os tons cinzas que a vida traz de quando em quando. Quem me conhece sabe que não sou assim.

Dificilmente sou capaz de dissimular minhas dores, nem minhas alegrias. Tem quem diga que sou a criatura mais transparente do mundo (será defeito?) e assim vou me espalhando por aí. Agora não me importo de ser chamada de “piegas”, “cafona”, “conformada”. Quero é ser feliz.

Não nasci para arrastar correntes. Quando não me é possível sair do afogamento sozinha peço bóia, os amigos sabem disso. Sem medo de me repetir usei uma frase da Martha Medeiros num outro post “Depois dos 35 ( ... )estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.”

Claro que sair de crises de tristeza e de depressão não é “bolinho”, nada é simples assim. Mas cada passinho ajuda a beça. Tem dias que até respirar dói,mas... Adelante!!!

publicado por Ana Paula Motta às 23:57
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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Tinha tudo pra ter um sono agitado.

No dia seguinte era dia de pagar os cartões de crédito, meu pai anda doente, mas desde que coloquei meu corpo sobre a cama intuí que seria diferente.

Comecei a ler, como sempre, um livro para que o sono viesse. Na hora das orações uma sensação de paz invadiu minha alma toda, e as imagens que me vieram foram as mais suaves do mundo.

Fui dormir me sentindo uma privilegiada. Uma aura de tranqüilidade e mesmo de felicidade, uma alegria suave, dessas que não surgem todos os dias.

Tive até um pesadelo com meu cachorro, mas no meio dele o bichinho se acalmava.

Acordei junto com o sol, preparei o leite do meu filho, fiz as orações da manhã (as mesmas imagens estavam lá) e voltei a dormir.

Outra vez um pesadelo me assaltou, literalmente, pois foi com uma tentativa de assalto num banco. Mas o final foi feliz (onde já se viu final feliz num assalto!!??), com tudo resolvido.

O cotidiano continua com seus problemas, tenho contas a pagar, telefonemas a dar, mas acordei sem sobressaltos. Acordei com certezas de que posso dar conta dos obstáculos da vida.

O dia até amanheceu mais fresquinho, com uma brisazinha amiga.

Pois é, carpe diem.

publicado por Ana Paula Motta às 11:01
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Sábado, 24 de Janeiro de 2009


As pessoas muito intensas têm um sofrimento mais sofrido que qualquer outro ser humano .Por outro lado têm a felicidade mais feliz do mundo.

Eu e minhas filosofices fora de hora... Deve ser o excesso de sol.

publicado por Ana Paula Motta às 14:54
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