Blog pessoal de Ana Paula Motta

Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Hoje depois de uma noite quente sem energia elétrica me dei conta que estava sem internet.
Muitos minutos depois de conseguir uma ligação para a operadora Via Cabo que apenas me informou “problemas técnicos que nossos funcionários estão tentando resolver”, finalmente a internet voltou e pouco mais de uma hora depois caiu de novo.
Estou nessa gangorra desde domingo, pago caro por um serviço que até aqui tinha sido eficiente. Agora além da absurda retirada de canais como Warner, Sony e AXN da programação, ainda sou “brindada” com essas falhas na transmissão de internet.
Um absurdo sem tamanho. Lembra até uma antiga marchinha de carnaval “de dia falta água,de noite falta luz”. Com uma diferença, pagamos caro por um serviço privado de energia (fruto da fúria privatista do governo FHC) e agora ainda temos que aturar essas operadoras de internet sem a qual também não dá para viver, afinal meu trabalho sem a web é impossível.
“Ninguém fala: eu vou entrar na rede elétrica e fazer um café. No futuro ninguém falará eu vou entrar na internet.” Rosental Calmon Alves (jornalista numa entrevista sobre as mudanças no cotidiano por causa da grande rede)
publicado por Ana Paula Motta às 13:22
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Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009


No começo da tarde sentiu que as nuvens ameaçavam seus planos para aquele fim de dia.
O céu cobriu-se de cinza e o calor invadiu o ar.
Hoje havia decidido dar um novo rumo a sua vida e precisava ir à rua.
Decidiu enfrentar o possível mau tempo. Armou-se de um bom e clássico guarda-chuva e deixou a segurança da casa.
Correu contra o tempo,dando conta das tarefas burocráticas com rapidez. Quase conseguiu. No caminho de volta, as nuvens se de precipitaram e uma chuva grossa e quente cobriu a cidade.
Raios, trovões, ruas inundadas. Ela caminhava sorrindo contra a tempestade, saltava, quase voava.
Uma nova etapa da vida estava começando. Flanava rumo ao sonho...
publicado por Ana Paula Motta às 21:42
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009



Uma sensação de sufoco por causa do calor fora de época ou por motivos menos climáticos.

O fim de tarde não trazia boas promessas ou um horizonte belo. O cinza da cidade se espalhava pela alma ou o cinza da alma nublava os olhos.

Um bando de andorinhas alardeava o verão fora de hora.

No meio da multidão, a sensação de não ser reconhecida por nenhuma daquelas caras de certa forma a confortava. Mas viu esse pequeno conforto ser ameaçado. Esquivava-se da cara conhecida, não queria abraços, beijos e – o pior- trocar palavras. Conseguiu escapar.

Respirou fundo e venceu a fumaça da comida de rua e dos veículos feito formigas atarantadas em fim de dia.

Venceu o medo, o enfado e procurou em vão as tais andorinhas. Decerto foram anunciar o verão em outra freguesia.

Os ruídos ensurdecedores se transformaram em silêncio opressor. Estava chegando em casa, carregando nos ombros o peso de viver, o peso do mundo.

publicado por Ana Paula Motta às 22:40
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Domingo, 14 de Junho de 2009

Em cidades como essa eu me sinto em casa. Sinto que posso me mudar de mala e cuia, de sonhar com vida nova, de “sumir” do mundo e construir novo mundo.

Pra cá trago filho,amor,cachorro e meus livros.



Cidades com história me fascinam na mesma medida em que lugares desertos me dão um certo desespero.

Gosto do campo, na verdade gosto de cidades do interior, gosto dos povoamentos, dos núcleos urbanos não muito grandes, mas com o mínimo de arsenal urbano para um ser humano como eu sobreviver.

Acho que ia ser feliz vivendo aí. Cidade linda, antiqüíssima, fria, cheia de história, de tradições, plena em vida.

“Você me abre seus braços e a gente faz um país.”





publicado por Ana Paula Motta às 21:41
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Quarta-feira, 4 de Março de 2009

Um dia insuportavelmente quente, a taxa de juros, um calo no pé, as contas de início de ano, a crise mundial.
Caminhava atormentada por essas questões num dos lugares mais feios do mundo ( a Avenida Visconde do Rio Branco, nossa fétida Beira Valão, próximo a decrépita Rodoviária Velha) quando no meio do caos urbano surge um som de assobio.
Me virei para descobrir quem era o feliz cidadão desfilando sua alegria "apesar de..." por ali. Imediatamente me dei conta que precisava voltar ao meu estado normal. Eu também sou uma cidadã que se alegra "apesar de" ou melhor "por causa de".
Se o calor é infernal ou as coisas andam difíceis também tenho muito mais motivos para me sentir bem.
Aquele anônimo me deu uma "situada". Fui a uma consulta médica e fui até capaz de fazer ouvidos moucos para uma mulher que reclamava sem parar de tudo e de todos sentada à minha frente. Fui recebida com um sorriso acolhedor por meu médico, saí da consulta e fui saudada pela mãe- natureza.
Uma chuva deliciosa de verão me esperava na rua. Dispensei o guarda-chuva de florinhas cor-de-rosa e deixei a água me lavar a alma (não faço escova nem chapinha!!!).
Hoje eu não chorei junto com o céu. A chuva me iluminou o dia.
publicado por Ana Paula Motta às 21:36
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Eu adoro os poemas da Adélia Prado. Tão cotidianos, tão diretos e ao mesmo tempo cheios de delicadezas.

Uma simplicidade cheia de cumplicidade com os pensamentos mais comuns.

São lindos os poemas da Adélia...Primavera

"Eu quero amor feinho.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho."
publicado por Ana Paula Motta às 07:57
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009
Cotidiano (português brasileiro) ou quotidiano (português europeu) significa aquilo que é habitual ao ser humano, ou seja, está presente na vivência do dia-a-dia. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Essa palavra muitas vezes é usada como sinônimo de “rotina”, num sentido mais restrito, coisa que se faz sempre. Mas e daí? Há coisas ótimas que são feitas sempre como comer, por exemplo, (cabeça de gordo é fogo,rs.) ou tomar banho que são muito prazerosas.
Tem horas em que tudo que queremos é ter um mínimo de rotina, de gestos cotidianos. Quando passamos por períodos muito turbulentos como doença na família, damos graças em voltar para a nossa “vidinha comum”.
Ando mesmo é feliz por voltar à normalidade, numa fase “todo-dia ela-faz-tudo-sempre-igual”. Nessas horas fazer supermercado, ver um filme da Dóris Day na reprise da Sessão da Tarde, dormir cedo em dia frio, são música para os ouvidos.
Agora é cuidar de prosaicas dores de barriga, crianças têm dessas coisas, mas são nossas delícias... Diariamente.



Originalmente postado no Todos os Sonhos de Abril em 19 de setembro de 2008.


marisa monte - diariamente

publicado por Ana Paula Motta às 09:47
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