Blog pessoal de Ana Paula Motta

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

 

 

 

É assim que o meu está hoje. Apertadinho.

sinto-me:
música: Sodade
publicado por Ana Paula Motta às 18:23
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Sábado, 17 de Outubro de 2009
"Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração. "
publicado por Ana Paula Motta às 18:45
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009



Uma sensação de sufoco por causa do calor fora de época ou por motivos menos climáticos.

O fim de tarde não trazia boas promessas ou um horizonte belo. O cinza da cidade se espalhava pela alma ou o cinza da alma nublava os olhos.

Um bando de andorinhas alardeava o verão fora de hora.

No meio da multidão, a sensação de não ser reconhecida por nenhuma daquelas caras de certa forma a confortava. Mas viu esse pequeno conforto ser ameaçado. Esquivava-se da cara conhecida, não queria abraços, beijos e – o pior- trocar palavras. Conseguiu escapar.

Respirou fundo e venceu a fumaça da comida de rua e dos veículos feito formigas atarantadas em fim de dia.

Venceu o medo, o enfado e procurou em vão as tais andorinhas. Decerto foram anunciar o verão em outra freguesia.

Os ruídos ensurdecedores se transformaram em silêncio opressor. Estava chegando em casa, carregando nos ombros o peso de viver, o peso do mundo.

publicado por Ana Paula Motta às 22:40
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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Esse poema de Adélia Prado se chama janela. Eu na época de faculdade fiz um haikai com a palavra janela.Anda perdido em algum canto desse mundo.

Janelas sempre me encantaram. Especialmente em noite de lua. Em noites frescas de maio, por onde entram a brisa e a luz intensa do luar.

Ah, janelas.Gostava de pular por elas, gostava de sentar no peitoril.

Abri a janela da alma quando li esse poema. Da minha alma que transborda.

JANELA

Janela, palavra linda.
Janela é o bater das asas da borboleta amarela.
Abre pra fora as duas folhas de madeira à-toa pintada,
janela jeca, de azul.
Eu pulo você pra dentro e pra fora, monto a cavalo em você,
meu pé esbarra no chão.
Janela sobre o mundo aberta, por onde vi
o casamento da Anita esperando neném, a mãe
do Pedro Cisterna urinando na chuva, por onde vi
meu bem chegar de bicicleta e dizer a meu pai:
minhas intenções com sua filha são as melhores possíveis.
Ô janela com tramela, brincadeira de ladrão,
clarabóia na minha alma,
olho no meu coração.

publicado por Ana Paula Motta às 12:49
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