Blog pessoal de Ana Paula Motta

Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010
Aquela manhã de setembro estava insuportável. Desde que voltara ao trabalho, sócia numa pequena empresa, as sextas-feiras eram um tormento.
Dois dos colegas nunca se entendiam e perdiam um tempo enorme tentando provar que estavam certos, ela tão sonhadora na vida pessoal era extremamente prática no trabalho e se via sempre forçada a tomar as rédeas da situação.
Enquanto brigavam ela com uma enorme dor de cabeça se esforçava para terminar os relatórios semanais e deixar pronta a pauta da nova semana.
Aviso do porteiro, encomenda para ela.
Começou a rasgar o papel na sala comum aos sócios, se deteve assim que viu o nome da loja na pequena caixa. Foi para a sala privada e sorriu quando terminou de abrir. Lingerie preta com renda francesa. Com certeza ele havia visto seus olhos cobiçando as peças quando passaram em frente à loja.
Vivem o doce desequilíbrio dos sentimentos intensos.Separam-se e juntam-se, perdem-se e acham-se.
Divagava sobre o seu amor em meio aquele caos de papéis e contas.
Som de mensagem. Um SMS: Te aguardo...agora!!
Deixa um bilhete na secretária e sai apressada.
Ele a recebe com um sorriso e um beijo demorado.
No carro as botas de montaria castanhas , uma cesta enorme, mala.
Ia ser "raptada" para a serra. As crianças estavam na casa dos tios, ele avisava.
Caixa de presente na mão, deixa o vento bater na cara.
Equilibram-se nas primaveras e outonos, quando as almas milagrosamente se fazem harmônicas.
Acordam junto com o sol e vão colher o dia. Andam agora a cultivar auroras.
sinto-me:
publicado por Ana Paula Motta às 13:11
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Ana, foi esse momento do filme e do teu conto!! Engraçada essa nossa sensibilidade comum. Mas já havias falado sobre o teu conto antes de o postares e sei que só viste o filme depois, uma vez que comentamos juntas (muito mais do belo Barden que das frases do guru, confesso).
Acontece nós termos escrito um texto e algo maior nos rouba esse momento. É tramado, mas eu atesto que a Aninha só viu o filme depois eheh
Um abraço amiga, pena estares tão longe, assim poderíamos ir no cinema juntas, este é um filme para se ver com uma boa amiga.
Ana Martins a 18 de Outubro de 2010 às 20:17


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