Blog pessoal de Ana Paula Motta

Domingo, 15 de Abril de 2012

 

Minha alma ainda dormia

Meu corpo ainda dormia

Em abril, meio do dia

Sua alma me seguia

Seu corpo me queria

Em abril, meio do dia

Minha alma se perdia

Meu corpo te pedia

Em abril... Meio do dia

sinto-me:
música: Como se fosse a primavera´Chico Buarque
publicado por Ana Paula Motta às 00:51
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Quarta-feira, 27 de Abril de 2011

 

 

 

A felicidade surge de repente com o vento sul.

Desarruma os cabelos, aquieta o coração.

Abro os braços e deixo-me levar.

 

 

sinto-me:
música: Sobre o tempo
publicado por Ana Paula Motta às 20:14
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Segunda-feira, 25 de Abril de 2011

 


 

 

Minha alma ainda dormia

Meu corpo ainda dormia

Em abril, meio do dia

Sua alma me seguia

Seu corpo me queria

Em abril, meio do dia



Minha alma se perdia

Meu corpo te pedia

Em abril...

Meio do dia

sinto-me:
música: Tanto Mar
publicado por Ana Paula Motta às 03:17
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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011



Feliz

descasca batatas

tece sonhos

ouve "amo-te"

numa quinta pela manhã.

sinto-me:
publicado por Ana Paula Motta às 15:09
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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011


Poema de Lya Luft que não encontrei em um dos tantos livros que tenho,mas na internet.

 

CANÇÃO DA PLENITUDE


Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
agrandada pelos anos e o peso dos fardos
bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)
O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar
quando antigamente quereria
apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza
e juventude agora: esses dourados anos
me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais,
a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
e sobretudo força -- que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés -- mesmo se fogem -- retornam,
cujas correntes ocultas não levam destroços
mas o sonho interminável das sereias.

tags: , ,
publicado por Ana Paula Motta às 02:23
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Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010

Varre de dentro

o solzinho tímido.

Afinal já é verão.

Tomada de lufadas
de ventos quentes
inspira coragem
e deixa-se levar.

A alma transborda
e, docemente,
cheira a baunilha.

 

sinto-me:
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publicado por Ana Paula Motta às 17:39
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Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010

Postagem antiga do Todos os Sonhos de Abril do Clube de Leituras.

 

 

AdalorÁfricoAlísioAragemAuraAustroBrisaCicloneEspiroEuroFuracão

Garbino

LariçoLestadaLevanteMareiroMistralMinuanoMonçãoNortadaOressa

Pampeiro

RafadaRajadaRedemoinhoSirocoSobreventoSuestadaTerralTornado

Tramontana

TravessãoTufãoVendavalViraçãoXamalZoeira

Tudo isso é vento

É desassossego em mim

 

Poema originalmente postado em 17 de novembro de 2008

“Em sonhos sou igual ao moço de fretes e à costureira. Só me distingue deles o saber escrever. Sim, é um acto, uma realidade minha que me diferença deles. Na alma sou seu igual.”

Livro do Desassossego – Bernardo Soares (Fernando Pessoa)

publicado por Ana Paula Motta às 11:51
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Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010

Há dentro de mim uma paisagem

entre meio-dia e duas horas da tarde.

Aves pernaltas, os bicos

mergulhados na água,

entram e não neste lugar de memória,

uma lagoa rasa com caniço na margem.

 

Habito nele, quando os desejos do corpo,

 

a metafísica, exclamam:

como és bonito!

Quero escrever-te até encontrar

onde segregas tanto sentimento.

Pensas em mim, teu meio-riso secreto

atravessa mar e montanha,

me sobressalta em arrepios,

o amor sobre o natural.

O corpo é leve como a alma,

os minerais voam como borboletas.

Tudo deste lugar

entre meio-dia e duas horas da tarde.

sinto-me:
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publicado por Ana Paula Motta às 13:32
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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010


Apesar do medo

escolho a ousadia.

Ao conforto das algemas, prefiro

a dura liberdade.

Vôo com meu par de asas tortas,

sem o tédio da comprovação.

 

Opto pela loucura, como um grão

de realidade:

meu ímpeto explode o ponto,

arqueia a linha, traça contornos

para os romper.

 

Desculpem, mas devo dizer:

eu quero o delírio.

 

Lya Luft

sinto-me:
publicado por Ana Paula Motta às 02:56
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Sábado, 14 de Agosto de 2010

Respirava um vento frio.

Era o luar que subitamente inundou seu coração...

sinto-me:
música: Ontem Ao Luar
tags: , ,
publicado por Ana Paula Motta às 04:09
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Sábado, 5 de Junho de 2010

 

Florbela

Sonhar, viver em transbordamento.

 

Menina,

É preciso cuidar-se.

Prepare seu mundo em silêncio,

Arrume sua casa sem alarde,

Cuide do que é seu com reservas,

Sorria de felicidade, não gargalhe,

Cultive suas flores com zelo,

Espalhe suas sementes no jardim

Deixe que as raízes

Agarrem-se ao solo devagar,

Quieta no silêncio particular,

Traga para o seu sonho em noite alta,

O canto de sua alma a transbordar...

Postado em agosto de 2008 no Todos os Sonhos de Abril do Clube de Leituras (http://www.clube-de-leituras.pt//blogs/apaulamott/)
sinto-me:
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publicado por Ana Paula Motta às 03:29
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Quarta-feira, 26 de Maio de 2010

Tenho no coração uma caixinha de música

Nos dias felizes eu giro

Eu danço

E me lanço no ar

Hoje eu estou assim

Meio bailarina

Muito menina

Ouço m eu coração cantar.

 


publicado por Ana Paula Motta às 23:44
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Sábado, 22 de Maio de 2010
Foto Rui Teixeira

Pra quem me traz flores
eu faço poemas
eu colho sorrisos
e preparo doçuras

Recebo um flor
molhada de orvalho
com cheiro da noite
e cores de afeto

Parece que assim
os dias que
correm
são sempre de maio
com sabor de manhã
publicado por Ana Paula Motta às 03:07
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Sábado, 15 de Maio de 2010

(

Quando chegaste, redescobri em mim inocência e alegria.

Removi a máscara que sobrava:

nada havia a esconder de ti,

nem medo - a não ser partires.

 

Supérfluas as palavras,

dispensada a aparência, fiquei eu,

Sem prumo,

como antes da primeira dúvida

E do último desencanto.

 

Quando chegaste, escutei meu nome como num outro tempo.

O meu lado da sombra entregou

o que ninguém via:

As feridas sem cura e a esperança sem rumo.

 

Começa a crer, por mim, que o amor é possível,

e a vida vale a pena e o pranto

de cada dia.

 

Lya Luft

sinto-me:
publicado por Ana Paula Motta às 16:17
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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010

Chove lá fora

chove aqui dentro

há nuvens em mim.

 

Há chuvas felizes

plenas em vida

 

ou chuvas assim.

 

Chove bem cinza

lá na calçada

nos olhos, no fim...

sinto-me:
música: Chorando no Campo (Lobão)
publicado por Ana Paula Motta às 20:19
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Obrigada, pela visita. O filme é mesmo muito bom.
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